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terça-feira, 25 de setembro de 2012



                                                                 
Picard d'Uccle & Duc de Groenendael

HISTÓRIA 

PASTOR BELGA é um termo genérico que se aplica a quatro variedades de cães de pastor que se distinguem entre si principalmente pela pelagem tanto que o estalão é o mesmo para as quatro variedades. 

Supõe-se que descendem dos cães pastor da Europa central ou de cruzamentos das 

raças locais de Mastiff e Deerhound trazidos de Inglaterra no século XIII. 

Nos finais do século XIX existia na Bélgica uma grande variedade de cães de pastor com o mesmo padrão - tamanho e morfologia aproximada ao lobo, cabeça alongada, orelhas direitas, cauda de porte baixo, expressão viva e atenta – mas com várias cores e tipos de pêlo. É entre 1891 e 1897 que a raça nasce oficialmente. A 29 de Setembro de 1891 o Professor Adolphe Reul, director da Escola de Veterinária de Cureghem, formou em Bruxelas o Clube do Cão de Pastor Belga 


Um grupo de cinófilos, veterinários da mesma escola, rendidos ás excepcionais qualidades da raça, incumbiram-no de fazer a catalogação das diferentes variedades o que acontece ainda no mesmo ano, a 15 de Novembro, quando é feito um censo entre 117 exemplares o que permitiu escolher os melhores exemplares, iniciando-se nos anos seguintes uma verdadeira selecção. Assim além das qualidades utilitárias junta-se ao estudo a preocupação estética. 

Em 3 de Abril de 1892 foi redigido o 1º estalão da raça . Divide-a em 3 variedades sem distinção de cor : o pêlo comprido, o pêlo curto e o pêlo duro. Em 1898 é decidido dar uma cor especifica a cada tipo de pêlo: 

Preto para os pêlos compridos –ditos Groenendael 
Fulvo com mascara negra para os pêlos curtos –ditos Malinois 
Cinza para os pêlos duro – ditos Laekenois 

Isso origina dissidências dos proprietários de Laekenois bejes e de Tervueren ( fulvos de pêlo comprido) que mais tarde fundam o Pastor Belga Clube que em 1907 refaz o estalão aceitando os Laeckenois, bejes, e os Tervueren. 




Assim, as variedades do pastor belga são a combinação de 3 tipos de pêlo – comprido, curto e duro e 2 cores – preto e fulvo incluindo o areia. 

As variedades receberam o nome de localidades: à variedade de pêlo preto comprido foi dado o nome de GROENENDAEL em homenagem ao proprietário do castelo do mesmo nome nas redondezas de Bruxelas. No real castelo de Lacken à variedade de pêlo duro foi dado o nome de LAEKENOIS. Esta é actualmente a mais rara. À variedade de pêlo curto, maioritariamente da zona de Malines chamaram MALINOIS. À variedade fulva de pêlo comprido chamaram TERVUEREN por ter sido incrementada perto da cidade com esse nome. 



Em 1920 depois de verificados os danos causados, pela 1ª Guerra Mundial , nos canis destruindo linhas de criação e diminuindo consideravelmente o numero de exemplares foram permitidos cruzamentos entre os Groenendael e os Malinois para recuperar os Tervueren a variedade mais afectada. No fim da 2ª Guerra Mundial, em 1945, os seguintes acasalamentos eram aceites: pêlo curto x pêlo comprido, pêlo curto x pêlo duro, cruzamento de todos os pêlos curtos x todas as cores de pêlo comprido. 

Depois dessa data foram feitas várias alterações ao estalão, que fora codificado em 1920 para as 4 variedades, para aperfeiçoar as características mas sem alterar as variedades ou 

alterar as variedades ou cores permitidas 

Standard F.C.I. nº 15. Grupo 1: Cão de Pastor . Secção 1: Cães Pastores. 

País de origem: Bélgica. 

                                                                     
Prof. A. Reul


O GROENENDAEL 

O Groenendael nasceu para trabalhar, para o desporto, para servir de companhia, para triunfar na exigente cinofilia centroeuropeia. 

Deve a sua evolução a Nicolas Rose , proprietário nos arredores de Bruxelas, do Castelo e quinta de Groenendael , da qual a raça tomou o nome , embora ao principio também fosse conhecido por “rose” em homenagem ao seu criador.

Os primeiros exemplares nasceram do cruzamento de uma fêmea chamada “Petite” de expressão muito feminina, manto negro com manchas brancas no peito e nas extremidades, e de um macho “Picard d’Uccle , que tinha sido comprado a um pastor de ovinos. Picard d’Uccle era um macho forte, de manto negro, que se distinguia pela sua altivez e boa estrutura. Os descendentes mais famosos são Duc de Groenendael, o qual podemos considerar o sujeito iniciador da raça, Margot de Tournais, Housière, Baronne, Mirza, Carlo e Nette. 

Duc de Groenendael alcançou rapidamente um consolidado prestígio, impondo-se pelas suas qualidades nas exibições da raça e demonstrando ser um magnífico cão de trabalho em todas as provas em que participou. Teve um considerável número de descendentes, nos quais se repetiam as notáveis características do pai. 

Outras linhas de sangue surgiram mas em todas elas se pode encontrar um cão pertencente a N. Rose

                                                      


O TERVUEREN 

Segundo G. Violi, criador de pastores belgas crê-se que foi também Duc de Groenendael que impulsionou esta variedade. 

O sr. Coorbeel, fervoroso defensor da raça, habitante da cidade de Tervueren cidade que deu o nome a esta variedade, possuía dois exemplares fulvos “Tom” e “Poes” de cujo cruzamento nasceu “ Miss”. 

“Miss” foi comprada pelo Sr. Danhieux que sabendo que Rose criava Groenendaels a levou para ser cruzada com Duc de Groenendael. 

Desta ninhada O Sr. Danhieux seleccionou um macho fulvo escuro de pêlo comprido ao qual pôs o nome de “Milsart”. 

Outros Tervueren célebres são Duc II, General (descendente directo de Milsart), Minox, Colette,Linox, Noisette e Lakme.

                                                       

ESTALÃO 

Classificação F.C.I.
Grupo 1 - Cães Pastores e Boieiros (excepto boieiros suíços)
Secção 1 - Cães Pastores

Padrão F.C.I.15 - 22 de Junho de 2001
País de origem: Bélgica
Nome no país de origem: Chien de Berger Belge:
- Groenendael
- Laeckenois
- Malinois
- Tervueren


Utilização A origem do pastor belga, hoje cão de utilidade
(guarda, defesa, pastoreio) e de serviço polivalente
é a mesma do cão de família.

Sujeito á prova de trabalho para campeonato internacional

APARÊNCIA GERAL: é um cão mediolíneo, harmoniosamente proporcionado, juntando elegância e força, de tamanho médio, de musculatura seca e forte, inscrito num quadrado; rústico, acostumado à vida ao ar livre e construído para resistir às variações atmosféricas tão frequentes no clima belga. Pela harmonia de suas formas e o porte altivo da cabeça, o Pastor Belga deve dar a impressão dessa elegante robustez que se tornou um atributo dos representantes seleccionados de uma raça de trabalho. O Pastor Belga será julgado nas suas posições naturais, sem contacto físico com o apresentador.



PROPORÇÕES IMPORTANTES: o Pastor Belga está inscrito em um quadrado. O peito desce até o nível dos cotovelos. O comprimento do focinho é igual ou ligeiramente superior à metade do comprimento da cabeça.

CABEÇA: portada alta, longa, sem exagero, rectilínea, bem cinzelada e seca. O comprimento do crânio e o do focinho são semelhantes, no máximo, com uma vantagem muito ténue para o focinho, o que confere ao conjunto uma impressão de fino acabamento.

REGIÃO CRANIANA: de largura média, em proporção ao comprimento da cabeça; a testa mais para plana que arqueada e o sulco sagital pouco acentuado. Vistas de perfil, as linhas superiores do crânio e do focinho são paralelas. Crista occipital pouco pronunciada, arcadas superciliares não proeminentes.
Stop: moderado.

REGIÃO FACIAL
Trufa: preta.
Focinho: de comprimento médio e bem cinzelado debaixo dos olhos, diminuindo gradualmente em direcção ao nariz, em forma de cunha alongada; cana nasal recta e paralela à linha superior prolongada da testa, os maxilares estão bem afastados.
Lábios: finos, bem fechados, e fortemente pigmentados.
Maxilares / Dentes: dentes fortes e brancos, regulares e fortemente inseridos nos maxilares bem desenvolvidos. Articulados em tesoura; a mordedura em pinça que é preferida pelos condutores de rebanhos e gados, é tolerada. Dentição completa, correspondendo à fórmula dentária; a ausência de 2 pré-molares (2PM1) é tolerada e os molares 3 (M3) não devem ser levados em consideração.
Bochechas: secas e bem planas, embora musculosas.
Olhos: de tamanho médio, nem proeminentes, nem profundos; ligeiramente amendoados; oblíquos; castanhos, de preferência escuro; pálpebras,
pretas; olhar frontal, vivo, inteligente e interrogador.

Orelhas: de aspecto claramente triangular, rijas e erectas de implantação alta ,conchas bem arredondadas, as extremidades em ponta, portadas rectas e verticalmente quando o cão está em atenção.
PESCOÇO: bem desenvolvido, ligeiramente alongado, bem musculoso, alargando-se gradualmente para os ombros e sem barbela. A nuca é ligeiramente arqueada.

TRONCO: grande sem ser pesado. O comprimento da ponta do ombro até a ponta da nádega é aproximadamente igual à altura no garrote.
Linha superior: a linha superior do dorso e do lombo é recta. 
Garrote: acentuada. 
Dorso: firme, curto e bem musculoso. 
Garupa: bem musculosa; inclinada muito ligeiramente; suficientemente larga, mas sem excesso. 
Peito: pouco largo, mas bem descido. As costelas arqueadas em sua parte superior. 
Visto de frente, o ante peito é pouco largo, sem ser estreito. 
Linha inferior: começa abaixo do peito e levanta-se ligeiramente em uma curva harmoniosa em direcção ao ventre, que é moderadamente desenvolvido. 

CAUDA: bem inserida, forte na base, de comprimento médio, atingindo o jarrete ou o ultrapassando de preferência. Em repouso, é portada pendente, a ponta ligeiramente curvada para trás no nível do jarrete. Em acção, mais elevada, sem ultrapassar a horizontal. A curva em direcção à ponta é mais acentuada, sem que ela nunca forme um gancho ou um desvio. 

MEMBROS 
Anteriores: ossatura sólida, mas não pesada. Musculatura seca e forte. Os anteriores são bem aprumados vistos de todos os lados e perfeitamente paralelos vistos de frente. 
Ombros: as omoplatas são longas e oblíquas, os ombros bem colocados, formando com o úmero um ângulo suficiente e ideal de 110 a 115°. 
Braços: longos e suficientemente oblíquos. 
Cotovelos: firmes, nem descolados, nem cerrados. 
Antebraços: longos e rectos. 
Carpos: muito firmes e nítidos. 
Metacarpos: fortes e curtos, os mais perpendiculares possíveis ao solo ou ligeiramente inclinados para a frente. 
Patas: redondas, pés de gato, dedos arqueados e bem fechados. Almofadas espessas e elásticas. Unhas escuras e grossas. 
Posteriores: poderosos, mas sem serem pesados; de perfil, os posteriores são bem aprumados e, vistos por trás, perfeitamente paralelos.
Coxas: de comprimento médio, largas e fortemente musculosas. 
Joelhos: aproximadamente aprumados à garupa; angulação do joelho normal. 
Pernas: de comprimento médio, largas e musculosas. 
Jarretes: bem descidos, largos e musculosos. Moderadamente angulados. 
Metatarsos: sólidos e curtos. Os presunhos não são desejados. 
Patas: podem ser ligeiramente ovais. Dedos arqueados e bem fechados. Almofadas espessas e elásticas. As unhas são escuras e grossas. 

MOVIMENTAÇÃO: viva e livre em todos os seus tipos. O Pastor Belga é um bom galopador, mas sua movimentação habitual são os passos e especialmente o trote. Os membros se movem paralelamente ao plano mediano do corpo. Em grande velocidade, os pés se aproximam do plano mediano . No trote, a amplitude é média, o movimento é regular e fácil, com uma boa propulsão dos posteriores. A linha superior permanece bem firme, sem que os anteriores sejam levantados muito alto. Constantemente em movimento, o Pastor Belga parece incansável. O seu modo de andar é rápido, elástico e vivo. Ele é capaz de fazer uma mudança repentina de direcção em plena velocidade. Pelo seu temperamento exuberante e seu desejo de guardar e proteger, ele tem uma tendência a movimentar -se em círculo. 

Pele: elástica, mas bem estendida sobre o corpo; borda dos lábios e das pálpebras bem pigmentadas. 

PELAGEM E VARIEDADES: o pêlo é de comprimento, de aspecto e 
de cor variada nos Pastores Belgas, esse ponto foi adoptado como critério para distinguir as 4 variedades da raça: o Groenendael, o Tervueren, o Malinois e o Laekenois. Essas quatro variedades são julgadas separadamente . 
TEXTURA DO PÊLO: em todas as variedades, o pêlo deve ser sempre denso, fechado e de boa textura, formando com o sub-pêlo lanoso uma excelente cobertura protectora. 
A- PÊLO LONGO: o pêlo é curto sobre a cabeça, na face externa das orelhas e na parte inferior dos membros, menos na borda posterior do antebraço que é guarnecida do cotovelo ao carpo por pêlos longos chamados franjas. O pêlo é longo e liso sobre o restante do corpo. Mais longo e abundante ao redor do pescoço e sobre o ante-peito, onde ele forma um colar e uma juba. A entrada do canal auditivo é protegida por pêlos espessos. Os pêlos, a partir da base das orelhas, são levantados e emolduram a cabeça. A parte traseira das coxas é provida de um pêlo muito longo e muito abundante, formando culotes. A cauda é guarnecida por pêlos longos e abundantes formando penacho. O Groenendael e o Tervueren são cães de pêlo longo. 
B- PÊLO CURTO: o pêlo é muito curto sobre a cabeça, na face externa das orelhas e na parte inferior dos membros. É curto sobre o corpo e mais abundante na cauda e ao redor do pescoço, onde forma uma juba que nasce na base das orelhas, estendendo-se até a garganta. A parte traseira das coxas também é franjada de pêlos mais longos. A cauda é eriçada, mas não forma penacho. Os Malinois são de pêlo curto. 

C- PÊLO DURO: o que caracteriza sobretudo o pêlo duro é seu estado de rudeza e de secura, que, além disso, é também áspero e eriçado. O comprimento do pêlo no corpo é de 6 cm sobre todas as partes. É mais curto sobre a cana nasal, na testa e nos membros. Ao redor dos olhos e ao redor do focinho, os pêlos não devem ser tão desenvolvidos a ponto de esconder a forma da cabeça. A existência da guarnição do focinho é, todavia, obrigatória. A cauda não deve formar penacho. Os Laekenois são de pêlo duro. 

COR 
Máscara: nos Tervueren e nos Malinois, a máscara deve ser muito bem pronunciada e tender a englobar os lábios superiores e inferiores, a comissura labial e as pálpebras em uma só zona preta. Foi definido um mínimo de 6 pontos de pigmentação: as duas orelhas, as duas pálpebras superiores e os dois lábios (superior e inferior) devem ser pretos. 

Carbonado: para os Tervueren e os Malinois, carbonado significa que os pêlos têm uma extremidade preta, que sombreia a cor de base. Esse preto é de toda maneira em forma de “chama”, e não pode estar presente nem em grandes placas, nem em verdadeiras listras (tigrado). Nos Laekenois, o carbonado é mais discreto. 
Groenendael: unicamente preto. 
Tervueren: unicamente o fulvo encarvoado e o cinza-carbonado com máscara preta. Entretanto, a cor fulvo-carbonado é a preferida. O fulvo deve ser saturado, mas não deve ser nem claro nem esbatido. Qualquer cão cuja cor seja diferente da fulvo-carbonado ou que não responda à intensidade desejada não poderá ser considerado um exemplar de elite. 
Malinois: unicamente fulvo-carbonado com máscara preta. 
Laekenois: unicamente fulvo com traços de encarvoado, principalmente, no focinho e na cauda. 
Para todas as variedades: um pouco de branco é tolerado no peito e nos dedos. 
TAMANHO 
Altura na cernelha: a altura desejada é em média de: 
62 cm para os machos. 
58 cm para as fêmeas. 
Limite: menos 2 cm, mais 4 cm. 
Peso: Machos: entre 25 e 30 kg. 
Fêmeas: entre 20 e 25 kg. 
Medidas: medidas médias normais de um cão Pastor Belga, macho de 62 cm no garrote: 
• comprimento do corpo (da ponta do ombro à ponta da nádega): 62 cm. 
• comprimento da cabeça: 25 cm. 
• comprimento do focinho: 12,5 a 13 cm.

FALTAS: Qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exacta proporção de sua gravidade.• Aparência geral: muito pesado, falta de elegância, muito leve ou muito fraco, mais longo do que alto, inscrito em um rectângulo. 
• Cabeça: pesada, muito forte, falta de paralelismo, sem cinzelamento ou seca; testa muito arredondada; stop muito marcado ou não marcado; focinho muito curto ou pontudo; cana nasal côncava; arcadas supraciliares muito 
proeminentes. 
• Trufa, lábios e pálpebras: sinais de despigmentação. 
• Dentição: incisivos mal implantados. DEFEITO GRAVE: falta de 1 incisivo, de 1 PM3, 3 PM1, 1PM2 ou 3PM1. 
• Olhos: claros, redondos. 
• Orelhas: grandes, longas, muito largas na base, inseridas baixas, divergentes ou convergentes. 
• Pescoço: fraco; curto ou enterrado entre os ombros. 
• Corpo: muito alongado; laterais do tórax muito largas (cilíndricas). 
• Garrote: apagado ou baixo. 
• Linha superior: dorso e/ou lombo longos, fracos, selados ou descaídos. 
• Garupa: muito inclinada ou elevada. 
• Linha inferior: descida demais ou de menos; excesso de ventre. 
• Cauda: inserida muito baixa; portada muito alta; formando gancho; desviada. 
• Membros: ossatura muito leve ou muito pesada; vistos de perfil, mal aprumados (ex. anteriores muito oblíquos ou carpo fraco). Vistos de frente, pés virando para fora ou para dentro, cotovelos deslocados, etc. Ou, vistos por trás, posteriores muito juntos, afastados ou em forma de barril, jarrete aberto ou fechado etc.; muito pouco ou exageradamente angulados. 
• Patas: abertas. 
• Movimentação: fechada, passos muito curtos, pouca propulsão, má transmissão pelo dorso. 
• Pêlo: nas 4 variedades: insuficiência de sub-pêlo. 
Groenendael e Tervueren: pêlo lanoso, ondulado ou crespo. Pêlo insuficientemente longo. 
Malinois: pêlo meio longo onde deveria ser curto; pêlo liso; pêlos duros 
disseminados entre os pêlos lisos; pêlo ondulado. 
Laekenois: pêlo muito longo, sedoso, ondulado, frisado ou curto; cheio de pêlos finos, espalhados por mechas entre os pêlos duros; pêlos longos ao redor dos olhos ou ao redor da extremidade inferior da cabeça; cauda espessa. 
• Cor: nas 4 variedades: manchas brancas formando plastrão. Branco nas patas, ultrapassando os dedos. 
Groenendael: reflexos vermelhos no pêlo, culotes cinza. 
Tervueren: cinza. 
Tervueren e Malinois: tigrado; tons insuficientemente vivos; insuficiência ou 
excesso de carbonado ou sua disposição em placas pelo corpo; insuficiência de máscara. 
Tervueren, Malinois e Laekenois: fulvo muito claro; uma cor de base muito 
fraca, chamada “desbotada”, é considerada como um defeito muito grave. 
• Caráter: cães inseguros ou hipernervosos.

DEFEITOS ELIMINATÓRIOS 
• Carácter: exemplares agressivos ou medrosos. 
• Aparência geral: atípicos. 
• Dentição: prognatismo superior ou inferior, mesmo sem perda de contacto (tesoura invertida); oclusão cruzada; ausência de 1 canino (1C), de 1 pré-molar superior (1PM4) ou inferior (lM1), de 1 molar (1M1 ou M2, menos o M3), de 1 pré-molar 3 (1PM3) mais qualquer outro dente, ou um total de 3 dentes (menos os pré-molares) ou mais. 
• Trufa, lábios, pálpebras: fortemente despigmentados. 
• Orelhas: caídas ou mantidas artificialmente erectas. 
• Cauda: ausência de cauda ( de nascimento ou por corte); portada muito alta e em forma de anel ou enrolada. 
• Pêlo: ausência de sub-pêlo. 
• Cores: todas as cores que não correspondam às cores das variedades descritas. Manchas grandes no peito, especialmente se elas forem até a garupa. Branco nas patas, ultrapassando a metade dos metacarpos ou dos metatarsos, formando meias. Manchas brancas em outros lugares além do peito ou dos dedos. Ausência de máscara incluindo o focinho mais claro do que a pelagem do Tervueren e do Malinois. 
• Tamanho: fora dos limites permitidos. 

CRUZAMENTOS - ACASALAMENTOS INTER-VARIEDADES 
Os acasalamentos inter-variedades são proibidos, a não ser em casos bem particulares,com a permissão especial da comissão de criação nacional competente (texto feito em Paris, 1974). 
NOTAS: 
• os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem 
desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal. 
• todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de comportamento 
deve ser desqualificado.